"Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguma voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que confessasse não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o ideal, se o ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos.
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta Terra?"
Álvares de Campos (Fernando Pessoa)
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Clipe sobre realização social com fracasso interior |
Olá Velton
ResponderExcluirO poeta poderia escrever estas palavras hoje.
Tal como naquele tempo todos se tapam com a capa da santidade.
Não conhecia este poema do grande escritor Fernando Pessoa.
Gostei.
Obrigada por ter partihado aqui connosco.
Um abraço
viviana
Olá, meu amigo
ResponderExcluirDemorei, mas apareci! E que coisa gostosa chegar e encontrar com nada mais, nada menos que Fernando Pessoa!
Bela escolha textual, como sempre.
Um abraço,
Michele
Certamente muitos nao gostarao deste poema. Era assim este poeta, com a capacidade de assumir varias personalidades. Todos nos as temos, mas assumimos sempre a que mais nos convem ou ate a talvez mais facil. continue , sim divulgando Fernando Pessoa, ele obriga-nos a pensar... uma boa semana
ResponderExcluirfernanda
O grande Pessoa atravessará séculos sendo sempre atual.
ResponderExcluirEsta de seu pseudônimo é sensacional.
Beijokas.